MORRE AOS 94 ANOS UM DOS MAIORES NOMES DA LITERATURA BRASILEIRA, O MINEIRO RUBEM FONSECA

O escritor, nascido em Minas Gerais,  escreveu seu primeiro livro aos 17 anos.

Com 77 anos de carreira e mais de 30 obras, como ‘Lucia McCartney’ (1967), ‘Feliz ano novo (1975) e ‘Agosto’ (1990), o autor ganhou homenagens como o Prêmio Camões em 2003.

O escritor Rubem Fonseca morreu aos 94 anos nesta quarta-feira (15). O autor mineiro era avesso a eventos públicos.

Com estilo direto, ele chegou a trabalhar como comissário de polícia na vida real, mas foi na ficção que suas tramas urbanas ficaram marcadas.

Dentre os principais livros de Rubem, estão os volumes de contos “Lucia McCartney” (1967), “Feliz ano novo” (1975) e “O cobrador” (1979), além dos romances “O caso Morel” (1973), “A grande arte” (1983) e “Agosto” (1990).

Nascido em Juiz de Fora (MG) em 11 de maio de 1925, José Rubem Fonseca mudou-se para o Rio aos 8 anos de idade. Formado em Direito, trabalhou como comissário de polícia no início dos anos 1950.

Ele abandonou o trabalho na polícia, mas a experiência acabou traduzida em uma obra em que a violência e o submundo das cidades têm destaque.

Na década seguinte, prestou serviços para o Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (Ipes), vinculado ao regime militar. Mais tarde, ele negou que tivesse apoiado o regime. Um dos seus maiores livros, “Feliz ano novo”, chegou a ser censurado.

PRÊMIO CAMÕES

Em 2003, o contista, romancista, ensaísta e roteirista venceu o Prêmio Camões, o mais prestigiado da literatura em língua portuguesa.

Em 2015, ao receber o Prêmio Machado de Assis, entregue pela Academia Brasileira de Letras (ABL) pelo conjunto da obra, Rubem Fonseca citou seu livro de estreia, escrito aos 17 anos.

‘Não podemos discriminar palavras”

Ele também falou sobre como a obra chocou o primeiro editor a quem ela foi oferecida. O “problema” teria sido, justamente, a presença de palavrões no texto.

Questionado sobre o fato de Machado de Assis e Eça de Queiroz, algumas de suas inspirações, não usarem palavrões em seus textos, Fonseca afirmou que as palavras não devem ser discriminadas.

“Eu escrevi 30 livros. Todos cheios de palavras obscenas. Nós, escritores, não podemos discriminar as palavras. Não tem sentido um escritor dizer: ‘Eu não posso usar isso’. A não ser que você escreva um livro infantil. Toda palavra tem que ser usada”, disse ele.

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