“…TODOS NÓS VAMOS PERDER AMIGOS, MUITOS VÃO PERDER PESSOAS DA FAMÍLIA…”

DESACREDITADO POR ALGUNS, RESPEITADO POR OUTROS, DRÁUZIO VARELLA PREVÊ “TRAGÉDIA NACIONAL” POR CORONAVÍRUS:

“Brasil vai pagar o preço da desigualdade”

O médico cancerologista Drauzio Varella prestes a completar 77 anos em maio,  diz que se arrepende de já ter sido otimista a respeito do novo coronavírus. Na época em que começaram a surgir as primeiras informações sobre o vírus na China, em dezembro do ano passado, ele diz que, como muitos, considerou que se tratava de uma doença de baixa letalidade, como pareciam indicar os dados disponíveis.

“Eu participei desse otimismo e me recrimino por isso hoje.”

Considerado parte do grupo de risco para a covid-19 pela faixa etária, o médico, escritor e comunicador tem vivido uma rotina profissional intensa nas últimas semanas, mesmo sem sair de casa. Concilia as reuniões matinais diárias do recém-criado grupo “Todos pela Saúde”, que ele integra como sete técnicos que trabalham para direcionar uma doação de R$ 1 bilhão feita pelo Itaú Unibanco ao combate do coronavírus, com as demandas que recebe como médico, tirando dúvidas e enviando orientações a respeito da doença.

Frases fortes ditas pelo médico durante a entrevista merecem nossa atenção e análise:

“Acho que o sofrimento é uma pressão para o aprendizado. Todos nós vamos perder amigos, muitos vão perder pessoas da família, e isso vai nos ensinar que não é possível viver como nós vivíamos até aqui.”

“Eu acho que nós vamos ter um número muito grande de mortes, vamos ter um impacto na economia enorme, uma duração prolongada”

“Agora é que nós vamos pagar o preço por essa desigualdade social com a qual nós convivemos por décadas e décadas, aceitando como uma coisa praticamente natural. Agora vem a conta a pagar. Porque é a primeira vez que nós vamos ter a epidemia se disseminando em larga escala em um país de dimensões continentais e com tanta desigualdade”

“Enquanto tivermos essa disseminação em lugares impróprios para a vida humana, você não se livra do vírus. E é esse vírus que ameaça a todos, o tempo inteiro”

“Não é que você volta para casa, sofre um pouco e passa. Não, falta de ar é o pior sintoma que existe. Porque se você tem dor, toma analgésico, você tem tosse, tem jeito de bloquear. Agora ter falta de ar é uma morte horrível. Horrível.”

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