“CHOREI BASTANTE”

MÃE COM COVID-19 SÓ CONHECE A FILHA POR VÍDEO CHAMADA DEPOIS DO PARTO DE EMERGÊNCIA

Com 32 anos de idade, ela foi diagnosticada com Covid-19 aos sete meses de gestação e precisou fazer um parto de emergência em Rio Branco. Dia 28 ela recebeu alta.

Quase toda mulher tem o sonho de segurar, amamentar e sentir o cheirinho da(o) primeira(o) filha(o) depois de aguardar os nove meses de gestação.

Mas esse sonho precisou ser adiado para a analista jurídica que foi diagnosticada com Covid-19 aos sete meses de gestação. Ela teve complicações na gravidez por causa da doença e precisou ser submetida a um parto de emergência no Hospital Santa Juliana, no último sábado (25), em Rio Branco no Acre.

Ao receber alta da unidade de saúde três dias após o parto sob aplausos de médicos, enfermeiros e outros servidores, ela foi para casa sem a filha no colo. A menina ainda ficou internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal porque nasceu prematura. O hospital informou que a criança não apresentou sintomas da doença.

“Conheci minha filha por videochamada e fotos feitas por funcionários do hospital. Imaginei que minha filha viesse com todo amor da família por perto, com o quartinho dela pronto. É difícil, chorei bastante quando saí hoje. É uma parte sua que fica para trás, mas, ao mesmo tempo, estou muito grata e preciso me adaptar à nova rotina”, falou, emocionada, a mãe.

EXAMES E DIAGNÓSTICO

A analista jurídica tinha feito o exame para saber se estava com coronavírus e se internou logo no dia seguinte, porque ficou com a saúde fragilizada e recebeu orientações médicas de que poderia causar complicações para a bebê.

Quando recebeu o resultado positivo para a doença, sentiu seu estado se agravar, teve muita tosse, falta de ar e pressão alta.

Após fazer exames para verificar como a bebê estava, a mãe diz que a equipe médica resolveu marcar uma cesárea.

Durante o parto, preocupada com a filha, o mulher conseguiu ver a criança de longe assim que ela foi retirada.

“Está isolada na UTI, nasceu com um pouco mais de dois quilos, estou sem amamentar e não sei quando ela vai ter alta. Tive uma melhora no quadro respiratório, fiquei uma semana internada e vou continuar o tratamento em casa, fazendo terapia, exercícios de respiração”, contou.

SOLIDARIEDADE DA EQUIPE MÉDICA


Apesar de internadas no mesmo hospital, a mãe não pode tocar, beijar, amamentar e nem segurar a filha ao nascer. Para tentar minimizar o sofrimento dela, as equipes passaram a gravar vídeos, tirar fotos e fazer videochamadas para que mãe e pai pudessem ver a filha.

A enfermeira e coordenadora da UTI Neonatal do Hospital Santa Juliana, Rayhelle Moura, disse que decidiu com a equipe que iria ajudar mãe e filha a se conhecerem, mesmo que de forma virtual.

“Entrei em contato com eles [pais] e definimos que o contato seria por telefone. Vamos continuar enviando vídeos e fotos para eles”, garantiu a Rayhelle.

A enfermeira explicou que a bebê não fez o exame para saber se nasceu com a doença e que o procedimento só será feito caso a criança apresente algum sintoma. “Está na UTI porque é prematura, não fez exames ainda só se apresentar sintomas”, afirmou.

A ALTA DO HOSPITAL

Sobre a despedida comovente do hospital, a analista disse que recebeu muito carinho, atenção e amor das equipes da unidade.

“Foi muito emocionante. Não consegui parar de chorar, mostrei minha bíblia, que é minha companheira. Acredito que tudo isso faz parte de um propósito de Deus. É um momento único”, finalizou.

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