EX-MILITAR ACUSADO DE CRIMES CONTRA A HUMANIDADE DURANTE A DITADURA ARGENTINA FOI DETIDO EM PARATY

AS AUTORIDADES BRASILEIRAS DETIVERAM UM ARGENTINO ACUSADO NO SEU PAÍS DE PRATICAR SEQUESTRO E TORTURA DURANTE A ÚLTIMA  DITADURA NO PAÍS VIZINHO (1976-1983)

O homem, de 69 anos, não foi identificado pela Polícia Federal brasileira, que relatou a prisão num comunicado, no qual indicou apenas que o homem detido é um ex-militar argentino suspeito de fazer parte da equipa de operações da Escola Mecânica Armada da Marinha Argentina (ESMA).

A agência Efe noticiou que o detido seria Gonzalo Sánchez, apelidado de “Chispa”, um ex-militar detido anteriormente no Brasil, em 2013.

Sánchez é considerado um foragido na Argentina desde 2005. Na época, ele era um dos acusados do Caso ESMA, que apura as torturas e outros crimes contra a humanidade cometidos na ESMA (Escola de Mecânica da Marinha da Argentina), cujos porões foram usados como centro de detenção pelos repressores na Argentina.

Entre os crimes atribuídos ao ex-militar estão o de participação no sequestro, tortura, assassinato e ocultação do cadáver do célebre jornalista e escritor argentino Rodolfo Walsh.

Além disso, Sánchez também teria participado dos chamados “voos da morte”, operações nas que os militares utilizavam aviões para atirar corpos de opositores assassinados no meio do Oceano Atlântico.

O Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro autorizou a extradição de Sánchez em 2019 e desde então o argentino era considerado fugitivo pelas autoridades locais.

O ex-militar fazia parte da equipa de operações da ESMA, que comandou a maior prisão clandestina da ditadura argentina, na qual se calcula que foram detidas ilegalmente cerca de 5.000 pessoas.

O grupo foi responsabilizado por assassínios de estudantes, sindicalistas e políticos de oposição, cujos corpos teriam sido lançados ao mar nos chamados “voos da morte”.

A polícia brasileira explicou que o pedido de prisão preventiva para fins de extradição contra este cidadão argentino foi formulado pela representação nacional da Interpol, com base nas informações da Difusão Vermelha incluídas pelas autoridades argentinas.

Em 2013, também em Angra dos Reis, Sánchez havia sido preso preventivamente para fins de extradição, mas em 2016 uma decisão judicial colocou-o em prisão domiciliária.

Com a nova prisão, o repressor deve ser extraditado, tendo em vista a decisão do STF contra si. Sua única esperança é que o presidente brasileiro Jair Bolsonaro interceda a seu favor.

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