O DRAMA DOS TRABALHADORES DO ESTALEIRO BRASFELS CONTINUA

Sondas que a Sete Brasil vendeu a Magni Partners ainda dependem de acertos para fechamento do contrato, o que já ocasionou demissões e não renovações de contratos no estaleiro Brasfels, em Angra

A Pandemia de COVID-19 acaba de fazer mais uma vítima: o contrato de venda que a Sete Brasil estava celebrando com a investidora Magni Partners está com o seu desenrolar momentaneamente suspenso. As sondas dependem de uma verificação de integridade para que as partes possam sacramentar o negócio avaliado em US$ 296 milhões.

Em dezembro de 2019 a Petrobras aceitou a oferta da Magni Partners pelas quatro sondas, duas drillships (navios sonda “Arpoador” e “Guarapari”) em construção no estaleiro Jurong, em Aracruz (ES) e outras duas (semissubmersíveis “Urca” e “Frade”) no estaleiro Brasfels em Angra dos Reis (RJ). Esta oferta já havia sido aprovada pela assembleia de credores da Sete Brasil em Outubro do mesmo ano.

Estima-se que a pandemia cause um atraso de 3 meses no cronograma dos estaleiros para terminar as obras. Esperava-se que em março as tratativas já tivessem encerrado e o contrato já assinado, mas agora a nova data estimada é junho, com possibilidades para um novo adiamento caso as medidas de isolamento social continuem. Em Singapura onde a maior parte do projeto está sendo executado ainda existem restrições de acesso a estaleiros e a fornecedores.

Empregos impactados

O estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis já fez demissões esta semana e já anunciou para alguns empregados que eles não terão o contrato temporário renovado e se tem a clara impressão que a causa seria a indefinição para o prazo de fechamento de toda a transação envolvendo Petrobras, Sete Brasil, Magni Partners e os estaleiros envolvidos nas obras.

Estima-se que as obras, assim que retomadas, criem mais cerca de 1000 postos de trabalho (em cada estaleiro) e durem cerca de 1 ano.

Vale lembrar que a Sete Brasil passa por um processo de recuperação judicial e que a Magni Partners, vencedora da licitação das quatro sondas, por não ter experiência em operação deste tipo de equipamento, contratou a Etesco para operá-las depois que a Petrobras garantiu contrato de afretamento de 10 anos com uma excelente taxa diária de US$ 299 mil

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