FASE RUIM DA RAPOSA MINEIRA

Cruzeiro não consegue desbloquear dinheiro da venda de Arrascaeta e sofre com execuções

A situação financeira do Cruzeiro não é das melhores e parece ficar cada dia mais complicada. Os salários estão em dia, já que o clube fez acordo com alguns jogadores e boa parte do pagamento será feita a partir de maio do ano que vem. Se com o elenco tudo parece correr bem, no resto a diretoria da Raposa tem enfrentando uma batalha por dia. A mais recente foi a não liberação de parte do dinheiro referente à venda de Arrascaeta ao Flamengo.

O Cruzeiro tentou sacar R$ 6.124.954,95 que estão depositados em juízo, mas não teve sucesso. Esse valor será usado para quitar parte da dívida fiscal da Raposa com a União, exceto se o clube apresentar alguma garantia. Recentemente o departamento jurídico celeste tentou usar a sede administrativa e a Toca da Raposa, mas sem sucesso em ambos os casos, pois os imóveis não estão com a documentação em dia.

Inclusive, as dívidas fiscais estão entre as maiores preocupações da diretoria, possivelmente ao lado das cobranças que o clube recebe de equipes estrangeiras via Fifa. Na mais recente execução fiscal contra o Cruzeiro, além de manter o dinheiro retido, a União também intimou que o Cruzeiro quite o que está devendo. O valor dessa dívida, no entanto, não é claro. São várias execuções e algumas estão em sigilo.

Através dessas ações o Cruzeiro é intimado a pagar o que deve. Caso não cumpra o que foi determinado pela Justiça, o clube pode sofrer outros bloqueios, nas contas bancárias e até em receitas futuras, numa eventual venda de jogador, por exemplo. A diretoria executiva da Raposa está ciente das execuções e já traça estratégias para conseguir superar esse desafio.

O drama do Cruzeiro com a União começou em fevereiro, quando o clube foi excluído do Profut (Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro), por não pagar os impostos correntes e as parcelas do refinanciamento. Tanto que o Cruzeiro aparecia na lista de devedores da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Em fevereiro, a dívida da Cruzeiro em impostos não pagos era de R$ 262 milhões.

Membros do conselho gestor, que administraram o clube no primeiro semestre, foram até Brasília para conversar sobre a situação do clube. O Cruzeiro voltou ao Profut, através de uma liminar parcial, que foi bastante comemorada pela então gestão. O fato é que a Raposa ainda tem um longo caminho pela frente para conseguir resolver totalmente essa questão fiscal.

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