MICO LEÃO DOURADO

Primata endêmico da Mata Atlântica brasileira passou a contar com a primeira ponte “verde” do país

Eles só existem em um lugar do mundo, em um pedaço pequenininho do Brasil: em ilhas verdes espalhadas por oito municípios do estado do Rio. Restam apenas 2.500 micos-leões-dourados. E eles só não desapareceram totalmente por causa da luta de ambientalistas e pesquisadores.

“Essa espécie só ocorre aqui no interior do estado do Rio de Janeiro, na zona de baixada. Ela não ocorre nas áreas de montanha, nas áreas mais altas. Portanto, ela está em uma área que foi muito desmatada. Hoje, ela é muito ocupada por pastos, por várias infraestruturas, pelas cidades”, explica Luís Paulo Ferraz, secretário-executivo da Associação Mico-leão-dourado.

A sobrevivência do mico-leão-dourado depende da circulação dos animais por diferentes áreas, aproximando os grupos e garantindo a maior variedade genética da espécie. Para alcançar esse objetivo é que foi construída uma estrutura sobre a BR-101, na altura de Silva Jardim, a 120 quilômetros do centro do Rio de Janeiro. É o primeiro viaduto vegetado em uma estrada federal do Brasil.

O viaduto liga a Reserva Biológica de Poço das Antas com a fazenda Igarapé, da Associação Mico-leão-dourado. Para garantir a passagem dos animais, foram plantadas 200 mudas de espécies nativas de Mata Atlântica. A previsão é de que, dentro de três anos, o corredor verde já esteja operacional.

A obra, orçada em R$ 9 milhões, foi uma exigência do órgão ambiental para a concessionária que opera a rodovia.

Outras 15 passagens subterrâneas e dez passarelas aéreas também foram construídas ao longo de 70 quilômetros da BR-101. Além do mico-leão-dourado, outras espécies devem ser salvas do risco de atropelamentos.

“Hoje, nós temos mais de 40 quilômetros dessas telas de proteção que conduzem os animais para as passagens inferiores. A ideia é que esses animais sejam conduzidos e que a gente praticamente elimine o atropelamento de animais na BR-101”, explica Helvécio Tamm, diretor de operações da Arteris Fluminense.

“Quando nós estamos trabalhando com o mico-leão-dourado, nós estamos trabalhando para salvar a Mata Atlântica, para salvar outras espécies que também circulam por aqui. E, com isso, a gente está contribuindo para todos os serviços ambientais que a floresta nos oferece. Por exemplo, nós estamos aqui na Bacia do Rio São João, interior do estado do Rio de Janeiro, que abastece de água toda a Região dos Lagos. Nós estamos trabalhando com toda biodiversidade e estamos trabalhando com as pessoas”, destaca Luís Paulo Ferrraz.

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