TARTARUGA GIGANTE DESOVA NOVAMENTE NO LITORAL DE SP

Pela 3ª vez seguida Tartaruga-de-couro fez postura de ovos em Itanhaém, desta vez na Praia do Centro. O mesmo animal já havia sido visto na Praia do Satélite e do Suarão.

Pela terceira vez em um período de 30 dias, uma tartaruga-de-couro (Dermochelys coriácea) voltou a desovar em uma praia de Itanhaém, no litoral paulista, nesta quinta-feira (18).

O mesmo animal, que corre risco de extinção, já havia aparecido na Praia do Suarão, em fevereiro, e na Praia do Satélite, no dia 5 de março. Desta vez, o local escolhido foi a Praia do Centro, conhecida como Praião.

De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente, a tartaruga apareceu inicialmente na noite de quarta-feira (17), por volta das 21h, próximo à Boca da Barra. Ela saiu do mar e foi avistada por pessoas que passavam pelo local, mas, devido à forte iluminação, retornou para a água.

O Instituto Biopesca foi acionado e fez o monitoramento da área, mas não localizou o animal. Por volta das 4h, a tartaruga gigante saiu novamente do mar e criou seu terceiro ninho nas areias do Praião, na região central da cidade.

A área foi cercada pelos técnicos do instituto, que já identificaram os ovos e acreditam que este terceiro ninho pode ser ainda maior que as outras desovas.

Nas outras duas vezes, a tartaruga, que mede 1,77m de comprimento e chega a pesar meia tonelada, foi identificada pela anilha inserida em sua nadadeira, que auxilia nos estudos voltados à conservação da espécie.

Tartaruga gigante voltou pela terceira vez seguida para desovar em praia de Itanhaém, SP — Foto: Divulgação/Prefeitura de Itanhaém

Em entrevista ao G1 nesta quinta, o biólogo marinho Eric Comin afirmou que esse animal se alimenta de salpas, que se parecem com uma água viva, e que acredita que, por conta disso, ela fez nova desova na região.

“Esta espécie consome muita salpa, e a tartaruga vai se alimentando de acordo com as correntes marinhas. A região de Itanhaém tem uma quantidade de salpas considerável, e o fato de ela estar aqui pode estar relacionado à alimentação”, afirma.

Segundo o biólogo, não é comum a desova na nossa região, a maioria acontece no Espírito Santo, mas há registros, também, no Litoral Norte de São Paulo. Esta espécie é totalmente oceânica, vivendo bem longe da costa, e quando se aproxima a época de reprodução, vem para o litoral.

Cada desova pode produzir em média 100 ovos, de forma periódica, de dois a três anos, e a tartaruga pode desovar até sete vezes. Seu ninho chega a um metro de profundidade. De acordo com o especialista, a temperatura interfere no sexo dos filhotes, se o ambiente é mais quente, mais fêmeas nascerão.

A espécie consta como vulnerável à extinção, e um dos fatores é a pesca de arrasto, que favorece a mortalidade desses animais, sem contar a presença de lixo nos oceanos, que a tartaruga confunde com alimento, afirma o biólogo.

Os outros dois ninhos vêm sendo diuturnamente monitorados pelo Biopesca, com apoio da Guarda Civil Municipal e da Secretaria de Planejamento e Meio Ambiente, e agora, este novo ninho também será supervisionado.

Para acionar o serviço de resgate de mamíferos, tartarugas e aves marinhas, vivos debilitados ou mortos, os moradores podem entrar em contato pelos telefones 0800-6423341, durante horário comercial, ou (13) 99601-2570, pelo WhatsApp e chamadas.

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