ESCOLA COMO ABRIGO

MACACO BUGIO SE ABRIGA EM PRÉDIO DE PARATY

A Vigilância Ambiental de Paraty confirmou que foi notificada da presença do animal, mas em uma primeira tentativa não conseguiu capturá-lo. O município não tem uma espécie de dardo abastecido com anestésico, para dopar o macaco e conseguir devolvê-lo à mata.

A prefeitura pediu apoio de especialistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que devem chegar ao município até quarta-feira (14). Enquanto isso, algumas armadilhas foram deixadas no espaço da escola. Os guardas ambientais também colocaram alimentos para o primata, evitando o risco de procurar por comida nas casas vizinhas.

Os macacos bugio-preto são comuns na região de Angra dos Reis e Ilha Grande. Normalmente, ocupam o topo das árvores. É muito raro ver um exemplar na área urbana. Os animais comem frutas, flores e folhas e podem chegar a 75cm de altura.

Um macaco bugio-preto foi flagrado na área urbana Paraty, na Costa Verde do Rio de Janeiro. O flagrante foi enviado neste sábado (10) por um morador através do WhatsApp da TV Rio Sul, em imagem que mostra o animal comendo tranquilamente em cima de um muro.

Segundo o morador, o macaco está há alguns dias circulando pelo bairro Parque Ypê. Ainda de acordo com ele, equipes responsáveis por recolhê-lo teriam ido ao local, mas não o retiraram de lá.

O G1 entrou em contato com a Vigilância Ambiental de Paraty, que disse que realmente foi notificada e foi à Escola Professora Pequenina Calixto, onde o animal está vivendo, mas não conseguiu capturá-lo. Para fazer isso é preciso uma zarabatana (arma com dardo anestésico), que não há na cidade.

Por isso, o equipamento foi solicitado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A coordenação de Vigilância Ambiental disse que um grupo de pesquisadores da universidade é esperado até quarta-feira (14) para remover o animal com segurança.

Enquanto isso, armadilhas foram deixadas no local, assim como alimentação adequada para a espécie. Ainda de acordo com a coordenação de Vigilância Ambiental, agentes vão ao local diariamente para verificar as armadilhas e deixar mais comida para o animal.

A Vigilância Ambiental informou que trabalha em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) para capturar o macaco com segurança.

Quem flagrar animais silvestres circulando por Paraty pode contatar a Vigilância Ambiental pelo telefone (24) 3371-3052.

Espécie tem população na Costa Verde

A pedido do G1, a bióloga Karla Baldini identificou o macaco como um bugio-preto, também conhecido pelo nome científico Alouatta caraya. Segundo a bióloga, há populações da espécie na Costa Verde, principalmente em Angra dos Reis e na Ilha Grande.

Ainda de acordo com ela, esse macaco normalmente vive no alto das árvores, no interior de florestas, e é raro ver a espécie na área urbana. Além disso, ela come alimentos como frutas, flores e folhas e pode chegar a 75 cm e 7kg.

VEJA A NOTICIA NO SITE G1 e RADIO93

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