BRASILEIRA TESTEMUNHA CATÁSTROFE NA ALEMANHA

‘Muitos afogados no porão da própria casa’

A enfermeira Emanoella Martins-Fuhrmann trabalha em um hospital da cidade de Langenfeld no estado de Renânia do Norte-Vestfália, um dos mais atingidos pelas chuvas. Mais de 100 pessoas morreram vítimas de inundações no país. Bélgica também foi atingida.

A enfermeira geriátrica cearense Emanoella Martins-Fuhrmann, de 26 anos, mora em Solingen e trabalha em Langenfeld, cidades do estado alemão de Renânia do Norte-Vestfália e atingidas pelas chuvas que deixaram 100 mortos e mais de 1 mil desaparecidos no país até esta sexta-feira (15).

“Minha cidade foi bastante atingida pelas enchentes, alguns bairros tiveram que evacuar as pessoas e muitos que não tinham para onde ir tiveram que ficar em hotéis que eles não precisaram pagar. O rio Wupper, que corta algumas partes da cidade subiu, isso tudo começou ontem (14), já sabíamos que iria chover, mas nada foi dito que seria nessa proporção. Muitos morreram afogados no porão da própria casa”, afirmou a cearense que já mora há seis anos no país

.

As fortes enchentes transformaram ruas em rios com correntezas violentas, que varreram carros, arrancaram árvores e causaram o desabamento de algumas edificações. Represas correm o risco de se romper na Alemanha e na Bélgica. As chuvas também têm causado transtornos na Holanda e na França

https://g1.globo.com/ce/ceara/video/cearense-moradora-da-alemanha-relata-sobre-estragos-das-inundacoes-que-ocorrem-no-pais-9691529.ghtml

De acordo com Emanoella, em alguns bairros só foi possível fazer a evacuação das pessoas por meio de helicóptero. O hospital onde ela trabalha teve que abrigar pacientes de outras unidades porque houve queda de energia.

https://g1.globo.com/mundo/video/video-temporal-causa-inundacoes-na-alemanha-e-na-belgica-ha-mortos-9688779.ghtml

“Quando saí para trabalhar não estava chovendo, mas horas depois começou a enxurrada. Não tinha ônibus nem trem, pois as linhas férreas ficaram inundadas. Tive que voltar de transporte por aplicativo, que precisou ir por um caminho muito mais longo para poder chegar na minha casa”, disse.

Apesar do susto, a brasileira afirmou que o marido e outros parentes que moram em bairros vizinhos estão todos bem, mas que ela confessa que sentiu muito medo.

“Depois que consegui chegar em casa ainda estava chovendo bastante, você ouvia as sirenes a madrugada toda. Fiquei com medo sem saber se estaria tudo bem quando acordasse,” relatou.

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