“CAMARÕES-DINOSSAURO” NO DESERTO

Crustáceos aparecem após chuva no deserto do Arizona

Os ancestrais desses crustáceos evoluíram durante o período Devoniano, ocorrido entre 419 milhões a 359 milhões de anos atrás

‘Camarões-dinossauro’ aparecem após chuva no deserto do Arizona

Foto: Reprodução/Live Science

Uma chuva forte incomum no deserto do Arizona fez com que emergissem criaturas ainda mais incomuns. De acordo com funcionários do Monumento Nacional Wupatki ouvidos pelo Live Science, animais de aparência pré-histórica saíram de ovos e começaram a nadar em um lago formado pela chuva.

Trata-se dos “triops”, que têm esse nome por causa dos três olhos. A espécie, que se parece com um caranguejo e tem uma ferradura, é comumente chamada de “camarão-dinossauro” por causa de sua longa história. 

De acordo com a Central Michigan University, os ancestrais desses crustáceos evoluíram durante o período Devoniano, ocorrido entre 419 milhões a 359 milhões de anos atrás. São mais velhos, inclusive, que os próximos dinossauros, que têm a existência relatada há cerca de 250 milhões de anos. 

Ainda segundo a instituição, os ovos dessa espécie podem ficar por décadas debaixo do solo desértico até que chova o suficiente para criar lagos que fornecem espaço e tempo para que os filhotes amadureçam e ponham ovos para a próxima geração.

Inicialmente, Lauren Carter, guarda-florestal-chefe de interpretação do Monumento Nacional de Wupatki, achou que se tratava de girinos de sapos, mas sentiu que já tinha contato com a espécie enquanto trabalhava no Parque Nacional da Floresta Petrificada, no nordeste do Arizona, e lembrou de relatos de Triops. “E então eu tive que pesquisar”, disse ela ao Live Science.

As criaturas encontradas no Arizona crescem até 4 centímetros, além de ter uma espécie de “escudo”. Os três olhos são formados por dois dois grandes olhos compostos de borda preta (como os de uma libélula ou abelha) e um pequeno ocelo no meio. Esse é formado por fotorreceptores simples que ajudam essas criaturas a detectar a luz.

A expectativa de vida desses animais é de 90 dias, mas antes mesmo do lago secar – em quatro semanas -, aves como corvos já haviam descoberto uma nova refeição. 

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